(...) Em todos esses momentos pensava numa porta a abrir, numa palavra que quebrasse a minha defesa, a minha muralha. Revelar o que não se revelava. Procurava algo externo a mim, que me salvasse com argumentos e palavras que não sabia pronunciar. Na verdade odiava-me por isso. Troçava da minha carência, da minha essência, do ridículo de precisar. Continuava a gritar e a gritar sem sequer perceber que depois daquelas palavras, nem precisaria precisar: Estava morto e aos mortos não se conhecem necessidades. (...)
PR...
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